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NDICE NACIONAL DE CUSTO DA CONSTRUÇÃO DO MERCADO - INCC-M
(Fundação Getúlio Vargas) - FGV 

Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, afere a evolução dos custos de construções habitacionais. É uma estatística contínua, de periodicidade mensal para os 18 municípios das seguintes capitais de estados do país: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. O índice nacional é levantado pela FGV desde Janeiro de 1944.

            Os índices de custos da construção estão subdivididos em residenciais e obras públicas de engenharia civil ou infra-estrutura. Os principais índices, específicos para construções residenciais, são: Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), Índice de Custo da Construção do Rio de Janeiro (ICC-RJ) e Índice de Edificação

  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

    É um dos três itens que compõem o Índice Geral de Preços (IGP), representando 10% do índice. Sua divulgação teve início em fevereiro de 1985, como resultado do encadeamento da série do Índice de Custo da Construção - Rio de Janeiro (ICC-RJ), mais antiga, com a série do Índice de Edificações, mais abrangente geograficamente. Como nos demais componentes do IGP, também é apresentada a versão do INCC para o mercado (INCC-M), que é calculado entre os dias 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência (O INCC é calculado entre o primeiro e o último dia do mês civil).

CONSULTE 

 

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

ACUMULADO       - ANO -

1989      

-

-

-

-

-

23,59

30,79

45,87

38,04

38,59

42,35

44,84

830,05%

1990

51,70

70,20

72,48

38,20

1,10

4,43

11,21

13,94

12,39

11,52

12,14

14,15

1.221,00%

1991

15,67

17,54

12,34

8,51

7,25

13,36

11,74

14,15

13,53

23,07

21,10

29,72

464,11%

1992

18,25

28,24

23,47

26,74

17,74

27,55

18,78

23,19

19,51

31,33

21,01

27,75

1.165,24%

1993

19,13

34,43

23,72

32,46

27,53

36,11

27,70

33,37

31,19

36,63

36,07

38,16

2.514,47%

1994

33,62

40,68

43,41

50,70

45,18

45,51

42,85

3,95

0,31

0,88

1,42

2,44

1.239,81%

1995

1,37

3,54

2,41

2,74

2,43

9,38

2,71

0,93

4,68

0,72

0,76

1,07

37,71%

1996

0,67

1,35

0,19

0,89

0,55

2,01

1,52

0,74

0,15

0,23

0,28

0,48

9,42%

1997

0,68

0,31

0,42

0,73

0,30

0,99

0,94

0,55

1,18

0,22

0,22

0,52

7,28%

1998

0,29

0,48

0,31

-0,46

0,47

0,86

0,42

0,29

0,09

0,05

-0,07

-0,01

2,74%

1999

0,21

0,62

0,91

0,58

0,38

0,88

0,41

0,52

0,83

0,79

1,22

0,81

8,46%

2000

1,15

0,89

0,82

0,69

0,57

1,09

0,83

0,35

0,30

0,28

0,29

0,49

8,02%

2001

0,40

0,55

0,34

0,28

2,00

0,69

1,07

0,56

0,59

0,92

0,60

0,70

9,03%

2002

0,40

0,31

0,84

0,32

2,47

0,21

0,63

0,82

0,68

0,82

2,19

2,13

12,44%

2003

1,45

1,60

1,38

0,81

2,98

0,74

0,59

2,20

0,24

0,47

0,42

0,99

14,76%

2004

0,28

0,48

1,59

0,60

1,74

0,56

1,12

0,90

0,67

0,95

0,94

0,61

10,94%

2005

0,70

0,42

0,71

0,38

0,54

2,20

0,65

0,05

0,06

0,28

0,29

0,38

6,84%

2006

0,24

0,28

0,23

0,21

0,81

1,45

0,57

0,35

0,09

0,18

0,23

0,30

5,04%

2007

0,45

0,26

0,17

0,43

0,55

1,67

0,21

0,35

0,39

0,49

0,48

0,43

6,03%

2008

0,41

0,43

0,59

0,82

1,10

2,67

1,42

1,27

0,95

0,85

0,65

0,22

11,96%

2009

0,26

0,35

-0,17

-0,01

0,25

1,53

0,37

0,01

0,07

0,13

0,18

0,20

3,20%

2010

0,52

0,35

0,45

1,17

0,93

1,77

0,62

0,22

0,20

0,15

0,36

   0,59

7,56%

2011

0,37

0,39

0,44

0,75

2,03

1,43

0,59

0,16

-

-

-

-

6,31%

                                                  FONTE: Base de dados do Portal Brasil®
(*) O índice de 1989, refere-se a apenas ao acumulado de 7 (sete) meses.

OBSERVAÇÃO: No cálculo do acumulado são consideradas apenas duas casas decimais.                                                

Construção de torre de 182 m em Brasília tem monitoramento em tempo real por fibras ópticas


Sensores de imersão e de superfície monitoram a deformação específica, temperatura, aceleração e velocidade do vento durante e depois da execução da estrutura


Luciana Tamaki

A cidade de Sobradinho, a 20 km do centro de Brasília, ganhará uma torre de TV digital de 182 m projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em construção, a estrutura em concreto armado da torre, já apelidada de "Flor do Cerrado", conta com um monitoramento feito por fibra óptica em tempo real para a obtenção de informações sobre seu comportamento.

Divulgação: Mendes Júnior
Situação atual da torre

A ideia é fazer o monitoramento por mais de 30 anos. "Teoricamente, a fibra óptica não tem vida útil porque o sinal é luminoso, diferente dos sensores elétricos que agridem o meio, podendo apresentar problemas de interferência no campo eletromagnético", compara Luiz Eduardo Teixeira, coordenador do monitoramento de estruturas da Falcão Bauer, empresa que realiza o gerenciamento da implantação do empreendimento e o monitoramento estrutural.

Todos os sensores de fibra óptica têm funcionamento baseado em redes de Bragg, em que os comprimentos de onda, medidos em nanômetros, especificam a deformação em cada sensor.

Os sensores são fixados à estrutura e depois permanecem protegidos. Alguns são de imersão e avaliam deformações dentro da massa de concreto, os outros são de superfície.  "Pode-se monitorar o comportamento das variáveis em tempo real, ajudando os proprietários a ter uma ideia clara da saúde da edificação", explica o engenheiro.

Leia também:
IPT testa torre projetada por Oscar Niemeyer em túnel de vento

Divulgação: Mendes Júnior
Conclusão do Cálice EL. +120,10
Os sensores monitoram a deformação específica, temperatura, aceleração e velocidade do vento.  Como a altura e esbeltez da torre tornam-na sensível a pressões eólicas, é realizado um perfil de distribuição de velocidade dos ventos ao longo da altura da torre e, a partir da velocidade, são calculadas as pressões eólicas.

Para medir a aceleração são utilizados acelerômetros, sensores triaxiais que medem, além da aceleração, as velocidades e os deslocamentos estruturais com origens em vibrações nas três direções. Já os sensores de temperatura "normalmente são usados para compensação da deformação específica", diz Teixeira. Segundo ele, a distribuição de temperatura deve ser conhecida, pois sua variação introduz esforços mecânicos, influindo na deformação específica.

Estrutura e execução

Construída pela Mendes Júnior, a obra está em fase de conclusão da estrutura de concreto, que tem 120 m de altura. São mais 50 m de torre em estrutura metálica e 12 m de antena, totalizando 182 m. Aos 110 m de altura, há um mirante com vista de 360°. A partir daí, até os 120 m, o espaço está reservado para a casa de máquinas.

Divulgação: Mendes Júnior
Subida dos andaimes para acabamento externo do concreto
A estrutura da torre divide-se em fuste, cálice, braços e cúpula. No fuste, o diâmetro da torre de 12 m não se altera.  Sua execução foi feita com fôrma metálica deslizante. "Ao mesmo tempo, a fôrma abastece a estrutura com concreto e injeta óleo hidráulico, e vai se deslocando para cima, abastecendo novos espaços e assim por diante", conta Bruno Zauli, gerente de contrato da Mendes Júnior. O concreto utilizado foi de 50 MPa e slump 5, quase no início da pega. "É um processo ininterrupto, com média de 1,30 m a cada 24 horas" conta Zauli.

Na parte do cálice, que se inicia na cota de 85 m até 120 m de altura, o diâmetro aumenta até 20 m e foi utilizada fôrma autoelevatória para sua execução. Primeiro foi realizada a montagem inicial da fôrma, depois o basculamento, o içamento, o travamento e a concretagem. Estas etapas foram repetidas sucessivamente.

Para os dois braços, um até a altura de 60 m (que abrigará o centro de exposições) e outro até 80 m (bar e café) a execução foi feita com fôrma autotrepante.

A previsão é de que a obra seja finalizada em abril de 2011.

Divulgação: Mendes Júnior
Início da instalação dos vidros da Cúpula
Divulgação: Mendes Júnior
Fôrma e armação da Rampa de acesso à Torre em fase de conclusão

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